maio 3, 2005

"Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar." (seu Madruga)

Sempre achei a idéia de vender comida boa idéia, depois que aprendi a fazer chili ainda mais. Veio o desemprego e pensei em vender chili na Paulista, de chapéu de mexicano e bigode gigante postiço, não fiz. Tive medo de ser atacada pelo clã dos yakissobas voadores, afinal o monopólio gastronômico da região é dos chineses sujos.
Nas minhas tardes de desempregada sofistiquei a idéia do comércio de comida, o ócio e o meu mexicanismo fizeram a flor de obsessão da vez: abrir o restaurante Dona Florinda.

O chili continuaria sendo o carro-chefe, mas o cardápio teria outras atrações. Para lanches rápidos, o sanduíche de presunto do Chaves: sanduíche de presunto de salame, sanduíche de presunto de ricota, sanduíche de presunto de hambúrguer, sanduíche de presunto natural. Para refeição mais completa, o PF do seu Madruga. No dia 29 de todo mês, o nhoque da fortuna do seu Barriga. Aos domingos, frango assado à dona Clotilde.
Sobremesas: churros; os bolos confeitados da Bruxa do 71, de baunilha e chocolate; o óbvio pirulito da Chiquinha.
No cardápio de bebidas os refrescos de água de chuva do Chaves, nos sabores originais: limão que parece de tamarindo e tem gosto de groselha, tamarindo que parece de groselha e tem gosto de limão e groselha que parece de limão e tem gosto de tamarindo. Café prof. Girafales e chá seu Jaiminho. E claro, a caipirinha do Madruga.

O Dona Florinda já é meu sonho de infância. Um dia, um dia...

Posted by Colorina at maio 3, 2005 1:53 PM