(Caolha porque teve um olho arrancado a canivete por um seqüestrador de caixa-eletrônico num banco Nossa Caixa em Jandira.)
No dia em que iriam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se às cinco da manhã para trabalhar no matadouro municipal como fazia todo santo dia.
Estava ainda com muito sono e ressacado do samba da noite anterior. Deitou-se de novo e resolveu dormir mais, faltaria ao trabalho. Hoje seu estômago não iria suportar tanto cheiro de sangue - e também não agüentava mais aquele patrão explorador.
Passou o dia toda na cama, dormiu mal, não sonhou nada nem comeu ninguém.
Acordou só às seis da tarde, com a cabeça latejando. Sentiu um cheiro familiar que o nauseou, soergueu-se em seu catre para vomitar. Foi quando percebeu que estava ensopado de sangue.
Olhou para baixo e se viu todo estropiado, rasgado de faca, com o bucho de fora.
Só teve tempo de gritar:
- Que porra é essa?!